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quinta-feira, 19 de março de 2009

SOS ENCONTRO DAS ÁGUAS NO AMAZON SAT

O canal temático Amazon sat da rede Amazônica de Televisão, repetidora da TV Globo, no Estado do Amazonas, leva ao ar nesta quinta-feira (19) às 18h – horário de Brasília - o Programa Encontro com o Povo, sob a questão do Porto das Lajes, complexo portuário que se pretende construir na confluência do cartão postal de Manaus, que é o nosso Encontro das Águas.

O Encontro com o Povo é um programa de entrevista formatado em 4 blocos, com audiência nacional e internacional, sob o comando do renomado jornalista Humberto Amorim, que convidou para essa quinta-feira, o antropólogo e coordenador do NCPAM, professor Ademir Ramos e a líder comunitária da Colônia Antonio Aleixo, Valdenora da Cruz Rodrigues, representante do Movimento de Reintegração dos Hansenianos (MORHAN).


Tanto o NCPAM como o MORHAN integram o Movimento SOS encontro das águas, que é coordenado pelo Conselho Comunitário da Colônia Antonio Aleixo com a participação da Associação dos Amigos de Manaus (AMANA) e outras organizações populares, visando barrar a construção do Porto nas Lajes e nas mediações do Encontro das águas.

A empresa proponente é a Log In Logística Intermodal com capital da BOVESPA e Companhia Vale do Rio Doce, sendo representada em Manaus pela Lajes Logística S/A.

O empreendimento proposto situa-se a margem esquerda do Rio Negro, no Bairro da Colônia Antonio Aleixo, menos de 1 km da linha do Encontro das Águas, compreendendo uma área de 600 mil m2 enquanto o Porto Flutuante de Manaus, construído pelos ingleses no inicio do século XX, mede menos de 100 mil m2 e fica situado aproximadamente a15 km da linha do Encontro das Águas.

Os comunitários afirmam que “não são contra a construção do Porto só não aceitam que seja feito nas Lajes e nem tampouco nas confluências do cartão postal de Manaus”. Com suas manifestações esperam que tanto o governo e os empresários cumpram sua responsabilidade social e ambiental, deslocando para outro lugar o empreendimento. O que requer novos Estudos de Impacto Ambiental e de Vizinhança.

O Programa é ao vivo (19h Manaus) e os telespectadores poderão formular perguntas aos entrevistados, ampliando o debate, fazendo valer a defesa do meio ambiente em favor da presente e futuras gerações, numa perspectiva do desenvolvimento sustentável e economicamente justo.

terça-feira, 22 de abril de 2008

HORÁRIO NACIONAL ÚNICO - A SOLUÇÃO!


* Mario Nelson Duarte

As redes de televisão prestaram um favor (certamente, involuntário...) ao País, quando levaram a debate a questão dos horários das transmissões, dentro das faixas classificativas. As discussões, forçadas pelas normas de proteção à audiência infanto-juvenil, desaguarão – mais cedo ou mais tarde – na importância de serem revistos os centenários padrões de fusos horários, que dividem nosso território em três faixas (Fernando de Noronha, por sua exigüidade territorial e isolamento na vastidão oceânica, não tem qualquer importância, nesse aspecto).

Há vários séculos, a sociedade respeita a multiplicidade de horários – e a atual configuração foi determinada, em 18 de junho de 1913, pelo Presidente Hermes da Fonseca (Lei nº 2.784). De lá para cá, os tempos mudaram, e como! Novas exigências afetam quem precisa transitar, simultaneamente, em mais de um fuso. Poderia citar ene exemplos concretos, mas vou-me ater àquele mais notório para nós: o funcionamento dos bancos e demais instituições de crédito.

O horário bancário e das operações financeiras/cambiais, em Manaus, segue o de Brasília, Rio e São Paulo: lá a abertura se dá às 10 horas (09 em Manaus) e o encerramento às 16 horas (15 em Manaus).

Há como resolvermos esse impasse? Claro! Vejamos o exemplo da Índia: lá está em vigor o fuso horário único, cinco horas e meia antecipado ao padrão global GMT (Greenwich Mean Time), que tem como base o meridiano traçado nas vizinhanças de Londres. E não falamos de um país pequeno, mas da nação, cortada por dois meridianos, que merece o título de Subcontinente Asiático.

Há duas opções: adotar o horário intermediário, que hoje inclui Manaus, por ser o mais próximo da hora média nacional – ou fazer uma ponderação entre os fusos do litoral e o da Amazônia (aí incluindo o Acre), quebrando (como os indianos) nossa hora oficial em relação a Greenwich (três horas e meia a menos).

A defesa da integridade moral e emocional dos nossos filhos é um bom ponto de partida para o debate. Não podemos é perder essa oportunidade, de modernizar nossos padrões de tempo, auferindo um extra de economia e rapidez nas transações mercantis – além, é claro, de estabelecer grades de programação nacionalizadas, capazes de respeitar a formação e a educação dos jovens.

* Jornalista e especialista em Turismo Cultural.