quinta-feira, 21 de maio de 2020

O TESTE TEM SIDO UMA DAS PRINCIPAIS ARMAS CONTRA A COVID-19




DR. LUIZ ALBUQUERQUE INFORMA QUE A SUA EMPRESA TEM MAIS DE 2 MILHÕES DE TESTES DEVIDAMENTE AUTORIZADOS PARA PRONTA ENTREGA EM SÃO PAULO

Quanto maior o universo de testagem contra a Covid-19 mais eficaz tem sido a intervenção dos agentes neste combate em defesa da saúde pública e do bem-estar da nossa gente. Motivado por esta prática, não só como ação do Sistema Único de Saúde, mas também, como serviço direcionado oferecido pela rede de Drogaria por todo o Brasil sob a chancela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

O protocolo é legal e está comprovado também que quanto mais rápido a intervenção contra a Convid-19 mais eficiente é a recuperação dos pacientes rompendo, desse modo, o  efeito letal do novo corona vírus com resultado positivo.




Com esta determinação, o Dr. Luiz Albuquerque que morou em Manaus e conheça como ninguém o Sistema de Saúde do Amazonas, acaba de  informar que tem mais de 2 milhões de testes para pronto entrega em São Paulo, colocando-se à disposição para qualquer esclarecimento se for necessário.




“A nossa empresa fornece medicamentos regularmente. Faz importação para atender o mercado. Porém é bom o pessoal se apressar. Ainda há poucos lotes no Brasil para pronta entrega, e esses 2 milhões podem acabar a qualquer momento. Isso seria suficiente para testar um amplo universo tanto em Manaus como também na região metropolitana”, conclui.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

DA FAUNA POLÍTICA DO AMAZONAS


Ademir Ramos (*)

Qualquer semelhança é mera coincidência. Os especialistas por dever de ofício fizeram várias tipificações dessas espécies às vezes primando mais pela forma do que pelos instintos com objetivo de distinguir os indivíduos em si ou em grupos para melhor compreender sua natureza. O esforço não foi em vão. Mas, o arguto Maquiavel recorreu muito mais aos instintos, aos impulsos naturais, para tipificar o homem em suas relações de poder extensiva a moral e a política.





Sabe-se também que quanto à forma a diversidade se multiplica. Por essa razão nos prendemos mais a natureza comportamental para melhor observar e classificar essas espécies da fauna política do Amazonas, considerando ainda a especificidade da cultura política circunscrita e este território.

A CULTURA COMO DIFERENCIAL. Quanto à natureza os homens em tese são iguais. Em tese porque cada indivíduo diferencia-se por seu código genético. Uns mais violentos e afoitos outros mais rastejantes e traiçoeiros. Ambos, pelo regramento da cultura se tornam mais social do que as abelhas. Estes homens quando ajustados em determinada arena política ganham a força do Leão para amedrontar seus oponentes ou se disfarçam de raposão para seduzir os incautos gerando cumplicidade na lida pelo poder, quando consumado pela força e pela sedução o domínio político e o controle ideológico flui como água.

DA NOSSA FAUNA POLÍTICA: De imediato os desavisados começam atirar pedra nos políticos como se fossem eles os responsáveis de todos os males. Imputam a estes atores responsabilidade que na verdade originam-se da vontade do eleitor consumada nas urnas. É fato também que há uma grande lacuna entre o eleitor em si e a representação parlamentar, não permitindo que haja estreita relação entre as partes interessadas. Isto não é por acaso, o próprio sistema eleitoral contribui para tal absurdo cuspindo o eleitor depois das eleições. Somado a este quadro encontra-se também a perversa desigualdade social que se multiplica na capital e no interior do nosso Estado excluindo o eleitor dos processos de decisão.

Da nossa variada fauna política até o presente temos mais espécie rastejante e traiçoeira originada de uma cepa ou estirpe viral similar aos males da Covid-19 que tem matado muito mais do que salvo. Contudo, é importante registrar e definir os mecanismos institucionais dos órgãos de controle constitucional que combate os impulsos dos corruptos, dos viciados, dos alucinados pelo poder que querem porque querem reduzir o Estado aos interesses familiares ou de corporações particulares privando a nação e o povo de seus Direitos Fundamentais tangidos pelo crime de responsabilidade do que pela ordem Constitucional.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui e do Núcleo de Cultura Política do Amazonas. ademiramos@hotmail.com




quinta-feira, 31 de maio de 2018


A ORDEM LIBERAL ESTÁ DESMORONANDO?
    




*ROBERT MUGGAH E TAYLOR OWEN

Uma análise da relevância da ordem liberal no contexto das Democracias pelo mundo globalizado.

Pela primeira vez em mais de meio século a democracia liberal está retrocedendo. A maré democrática que subiu nos séculos 19 e 20 parece estar baixando novamente. Os sinais de maior resistência aos valores liberais e às instituições democráticas são visíveis não só em partes da África, Ásia e Américas, mas também em redutos democráticos da Europa Ocidental e da América do Norte.
Como há um punhado de democracias liberais em declínio, há o medo de que este seja o ano em que a ordem liberal global morra. Iniciada em 1945, ela consiste numa densa rede de acordos internacionais e de comércio, e alianças militares, que tinham como objetivo explícito a prevenção da guerra e do nacionalismo econômico, elementos que levavam a conflitos. A ordem já sofreu críticas, mas nunca foi tão atacada quanto atualmente.

A ordem global liberal e democrática pode estar em declínio, mas está longe de ter-se esgotado. De acordo com o Polity Project – que acompanha tendências relativas a autocracias e democracias –, formas de governo democráticas ainda estão se disseminando. Em 1989, quando Fukuyama fez sua declaração, existiam 52 democracias no mundo. Em 2009, no início da administração Obama, o número já havia subido para 87. Hoje são pelo menos 103, em países que, juntos, incluem mais de 60% da população mundial. Até a China e a Rússia são hoje menos repressoras que no passado. É verdade que algumas democracias em partes da Europa Ocidental e Oriental são menos “liberais” que no passado, mas, mesmo assim, de forma geral foi um avanço notável.

O que explica o medo de um déficit democrático e do declínio da ordem global liberal? De acordo com o colunista Ed Luce, boa parte dessa história tem que ver com a ascensão da China. O crescimento econômico do país é de tirar o fôlego: o PIB foi de US$ 950 bilhões no ano 2000 para US$ 22 trilhões em 2016. A China também se beneficiou de três eventos geopolíticos no período: a guerra do Iraque, em 2003, a crise financeira de 2008 e a eleição de Donald Trump, em 2016. Todos esses eventos amplificaram o apelo do modelo alternativo chinês autoritário de desenvolvimento, estimulando autocratas que vinham sendo dissuadidos pelos proponentes do liberalismo.

Outro fator que vem aumentando a ansiedade de quem apoia a ordem liberal global é a erosão do compromisso com princípios democráticos, até mesmo nos países do Ocidente. Revoltados pela eleição (ou quase eleição) de membros de partidos de extrema direita e do crescimento dos populistas, cidadãos moderados da Europa e da América do Norte vêm sofrendo com a crise de confiança de suas democracias. Não sem razão.

Desde que assumiu a presidência, Donald Trump retirou financiamento da Organização das Nações Unidas (ONU) e condenou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ameaçou revogar acordos multilaterais de comércio e prejudicou enormemente as relações transatlânticas. No front doméstico, Trump defendeu supremacistas brancos, declarou guerra à mídia independente e ofendeu imigrantes. Se o que mantém a democracia de pé são os princípios da confiança e da igualdade de oportunidades, o que une a autocracia é a cola do medo e da discriminação.

Quando olhamos para o futuro, parece-nos que a ordem liberal global sobreviverá aos violentos ataques vindos de dentro e de fora? Steven Pinker acredita que as forças históricas que impulsionam a expansão da democracia liberal – mobilidade, urbanização, educação e conectividade – estão longe do fim. Assim como a pressão internacional por mais igualdade de gênero, racial e social. Pinker e outros defensores do projeto liberal estão certos de que estão do lado vencedor da História. Afinal, populismo autoritário é um jogo de velhos. Quem o apoia normalmente são homens, religiosos, com menor nível de educação e pertencentes a maioria étnica; reclamam de que se sentem estranhos em seu próprio país e é comum que sejam contrários à imigração e à governança global. Estudos recentes sobre a eleição de Trump, o Brexit e o crescimento de partidos nacionalistas na Europa sugerem que o apoio a eles é menor quanto menor a idade.

Isso não significa que a ordem liberal global sairá incólume ou que não precise de ajustes. É preciso fazer reparos urgentes nos Estados democráticos liberais – incluindo a representação desproporcional de áreas urbanas em detrimento de áreas rurais. Estratégias dedicadas à redução das consequências da desigualdade econômica, além de esforços para restringir o discurso polarizante e para desinflamar políticas identitárias, são louváveis. É certo que a ordem liberal global vai sobreviver de alguma forma, mas ela também precisa incluir um mundo cada vez mais plural. Os EUA quase que certamente desempenharam um papel-chave – engajamento global profundo é o nome do jogo –, mas também terão de reconhecer a realidade de um mundo multipolar cheio de potências novas e inquietas. Os resultados podem ser intermitentes e insatisfatórios, porém é possível que sejam muito mais positivos do que um mundo de desordem.

Um dos principais aspectos que garantem a evolução da ordem liberal global é a existência de um debate sensato e bem informado. O uso de narrativas histéricas é terreno fértil para o extremismo e para o surgimento de demagogos carismáticos. Precisamos refletir cuidadosamente sobre a natureza do discurso cívico. Devemos debater como as novas tecnologias dão forma e amplificam os piores instintos humanos. Em democracias liberais a política é desorganizada e confusa – o que não quer dizer que não possa ser melhorada. 2018 não deveria ser o ano do fim da ordem liberal global, mas um ano em que a democracia está com confiança no centro do discurso público.

*RESPECTIVAMENTE, COFUNDADOR DO INSTITUTO IGARAPÉ E DO SECDEV GROUP; E PROFESSOR ASSISTENTE DA UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA
Fonte: https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-ordem-liberal-esta-desmoronando,70002331947

quarta-feira, 30 de maio de 2018


PERIGO DA DEMOCRACIA



A emergência de uma força descontrolada e difusa, capaz de colocar um governo de joelhos, deixou a sensação de que não há autoridade no País


Ainda que a crise de abastecimento gerada pelo protesto dos caminhoneiros se resolva totalmente nos próximos dias, o que parece improvável, as imensas perdas econômicas resultantes dessa greve estão longe de ser inteiramente contabilizadas. No entanto, talvez o maior prejuízo nem seja econômico, mas sim democrático. A emergência de uma força descontrolada e difusa, capaz de colocar um governo de joelhos em poucos dias, deixou aos brasileiros a sensação de que não há autoridade no País – vence aquele que grita mais alto.

Não à toa, o protesto dos caminhoneiros, que começou com uma pauta específica de reivindicações para a categoria, como a redução do preço do diesel, derivou em pouco tempo para um exercício do mais puro voluntarismo. Ante a inação do poder público, grupos radicais de manifestantes sentiram-se incentivados a deixar de lado as exigências de caráter econômico e passaram a agir com o intuito deliberado de tornar o Brasil ingovernável.

Trata-se de pessoas que se consideram acima da lei e das instituições e que desprezam profundamente a política tradicional – por elas considerada irremediavelmente corrupta e incapaz de resolver os problemas do País. Sua natureza despótica é evidente.
Essa gente, é claro, sempre existiu, mas numa democracia, ao menos enquanto esta conserva seu vigor, não costuma haver muito espaço para que o ideal cesarista se imponha sobre as liberdades e a ideia de alternância de poder. O problema é que, depois que a cruzada anticorrupção no País se converteu em cruzada contra todos os políticos e, no limite, contra a política, movimentos como o dos caminhoneiros, incitados por inimigos declarados da democracia, parecem ganhar “legitimidade” aos olhos da população. Afinal, se o movimento está causando problemas para políticos no governo, para os quais de saída está reservada a pecha de corruptos, então deve contar com apoio popular. Ou seja, aceita-se que, em nome do saneamento da vida política no País, direitos do conjunto da população sejam atropelados.

A coisa toda é ainda mais grave porque os liberticidas em ação no País – fechando estradas e sabotando a circulação de caminhões para o abastecimento de hospitais, mercados e postos de combustíveis, mesmo depois que o governo atendeu a todas as suas reivindicações – escondem-se sob o conveniente manto do anonimato. Diferentemente dos notórios políticos que se locupletaram, os delinquentes travestidos de manifestantes não se deixam conhecer, tornando seu crime de lesa-pátria ainda mais aviltante.

Contudo, nos tempos esquisitos em que vivemos, nenhuma dessas ponderações parece arrefecer o ânimo dos que consideram ser válido estimular meios ilegais, como os usados pelos caminhoneiros, para provocar um clima propício para a volta dos militares ao poder, desta feita pela via democrática do voto.

No raciocínio – por assim dizer – dessa gente, somente com os militares no governo a ordem seria restabelecida. Seria, como é óbvio, um terrível erro. Se os militares podem voltar ao poder pela via democrática, nada garantiria que, nas circunstâncias, sua permanência no poder teria o mesmo viés. Aqueles que dizem almejar o poder em nome da corporação militar são declaradamente hostis à convivência democrática com a oposição, e já é possível antecipar que um governo nascido com esse espírito certamente substituirá o império da lei pelo arbítrio.

Não há como ser diferente, pois o que preside esse movimento é uma visão discricionária do mundo e das relações políticas, sociais e econômicas. Os próceres desse movimento e seus excitados seguidores pensam ter o remédio para todos os males do País, a começar pela destruição da democracia – esse modelo imperfeito, que demanda negociação com quem pensa diferente e respeito irrestrito pelo pacto constitucional. A melhor maneira de enfrentar essa ameaça, além de expô-la, é lutar para restaurar o prestígio da democracia. Para isso, é preciso superar imediatamente a crise deflagrada pelos caminhoneiros e por quem os apoia.

Fonte:https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,perigos-da-democracia,70002330214

NOTA SOBRE A POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRAS, SAIBA O QUE ESTÁ POR TRÁS DESTA JOGADA BILIONÁRIA




Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) reafirma o que foi expresso no Editorial "Política de preços de Temer e Parente é 'America First!' ", de dezembro de 2017. Confira a estratégia de mercado da Petrobras que afronta os interesses nacionais priorizando a importação de diesel dos Estados Unidos da América.

A Petrobras adotou nova política de preços dos combustíveis, desde outubro de 2016, a partir de então foram praticados preços mais altos que viabilizaram a importação por concorrentes. A estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.

Ganharam os produtores norte-americanos, os “traders” multinacionais, os importadores e distribuidores de capital privado no Brasil. Perderam os consumidores brasileiros, a Petrobrás, a União e os estados federados com os impactos recessivos e na arrecadação. Batizamos essa política de “America first! ”, “Os Estados Unidos primeiro!”.

Diante da greve dos caminhoneiros assistimos, lemos e ouvimos, repetidamente na “grande mídia”, a falácia de que a mudança da política de preços da Petrobrás ameaçaria sua capacidade empresarial. Esclarecemos à sociedade que a mudança na política de preços, com a redução dos preços no mercado interno, tem o potencial de melhorar o desempenho corporativo, ou de ser neutra, caso a redução dos preços nas refinarias seja significativa, na medida em que a Petrobrás pode recuperar o mercado entregue aos concorrentes por meio da atual política de preços. Além da recuperação do mercado perdido, o tamanho do mercado tende a se expandir porque a demanda se aquece com preços mais baixos.

A atual direção da Petrobras divulgou que foram realizados ajustes na política de preços com o objetivo de recuperar mercado, mas até aqui não foram efetivos. A própria companhia reconhece nos seus balanços trimestrais o prejuízo na geração de caixa decorrente da política adotada.

Outra falácia repetida 24 horas por dia diz respeito a suposta “quebra da Petrobras” em consequência dos subsídios concedidos entre 2011 e 2014. A verdade é que a geração de caixa da companhia neste período foi pujante, sempre superior aos US$ 25 bilhões, e compatível ao desempenho empresarial histórico.

Geração operacional de caixa, US$ bilhões
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
33,03 27,04 26,03 26,60 25,90 26,10 27,11

A Petrobras é uma empresa estatal e existe para contribuir com o desenvolvimento do país e para abastecer nosso mercado aos menores custos possíveis. A maioria da população quer que a Petrobrás atue em favor dos seus legítimos interesses, enquanto especuladores do mercado querem maximizar seus lucros de curto prazo.
Nossa Associação se solidariza aos consumidores brasileiros e afirma que é perfeitamente compatível ter a Petrobras forte, a serviço do Brasil e preços dos combustíveis mais baixos e condizentes com a capacidade de compra dos brasileiros.

terça-feira, 5 de setembro de 2017



AMAZONAS, DA PROVÍNCIA A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
 


Ademir Ramos (*)

A elevação à categoria de Província do Amazonas celebrada nesta terça-feira  – 5 de setembro – resulta de um ato contra revolucionário, isto porque, os dirigentes do amazonas não aderiram a cabanagem e por isso foram premiados pelo governo imperial com novas funções e cargos de terceiro escalão no corpo da nova província. O povo fora do eixo, nada viu e nada soube, foi tudo um arranjo para fortalecer ainda mais a exploração dos trabalhadores do amazonas e o saque de nossas riquezas naturais. A emancipação política é um processo a ser conquistado, no passado fora criada a companhia geral do comércio do Grão-Pará e Maranhão com objetivo de acelerar o mais rápido possível a exploração da região em benefício da reedificação da metrópole portuguesa, para esse fim, em 1757, os portugueses empossaram o primeiro governador da capitania, Joaquim de Melo e Póvoas, fazendo valer o domínio do território e a exploração de nossa gente.

Não satisfeito, mas, com a mesma motivação, os colonizadores portugueses redefiniram o nosso território de forma feudal e, em 1772 recriaram a nova Capitania passando a se chamar Grão-Pará e Rio Negro, desmembrando o Maranhão par outro domínio. Com a mudança da Família Real para o Brasil, foi permitida a instalação de manufaturas e o Amazonas começou a produzir algodão, cordoalhas, manteiga de tartaruga, cerâmica e velas para atender os interesses externos e o conforto dos colonizadores. Um dos governadores que lutou para romper com este processo de dominação político e exploração de nossa gente foi Manuel da Gama Lobo D’Almada, o qual merece todo o respeito do povo do Amazonas. Em 1821, Grão Pará e Rio Negro viraram a província unificada do Grão-Pará. No ano seguinte, em 7 de setembro de 1822, o Brasil proclamou a Independência na perspectiva de se afirmar perante as nações desenvolvidas com favorecimento para Inglaterra. 

Em meados do século XIX foram fundados os primeiros núcleos que deram origem às atuais cidades de Itacoatiara, Parintins, Manacapuru e Careiro e Moura. A capital foi situada em Mariuá (entre 1755-1791 e 1799-1808), e em São José da Barra do Rio Negro (1791-1799 e 1808-1821). A revolta de 1832, denominada “Revolta de Lages” exigiu a autonomia do Amazonas como província separada do Pará. A rebelião foi sufocada, mas os amazonenses conseguiram enviar um representante à Corte Imperial, Frei José dos Santos Inocentes, que obteve no máximo a criação da Comarca do Alto Amazonas. Com a Revolução dos Cabanos (1835-1840), no Pará, os dirigentes do Amazonas mantiveram-se fiel ao governo imperial e não aderiram à Cabanagem.

Recompensados por este comportamento subalterno, os políticos do Amazonas, nesta data efetiva, 05 de setembro de 1850 foram premiados com a Elevação a Categoria de Província, separando-se definitivamente do Pará. Desta feita, em 1856 resgata-se a cidade de Manaus como capital da Província, que em nossos dias transformou-se no maior polo industrial da região acumulando graves problemas, destacando, sobretudo a mediocridade dos dirigentes a subalternidade dos políticos e o oportunismo das elites dirigentes maculando profundamente a formação de nossa gente.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do NCPAM/UFAM e do projeto jaraqui.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017



AMAZONINO MENDES VENCENDO OS PRÓPRIOS LIMITES
 
 
Ademir Ramos (*)

O governador eleito Amazonino Mendes nas eleições suplementares de 2017 para o governo do Amazonas, com mandato de 15 meses, tem como principal desafio vencer os seus próprios limites a curtíssimo prazo. Com determinação, coragem e inteligência operacional contrariando sua própria expectativa, quando num certo momento solene da Convenção do PDT, em que foi escolhido como candidato do partido para disputar o pleito contra Eduardo Braga (PMDB), afirmara frente às mentiras assacadas por seus adversários quanto à saúde e seu bem estar físico e social, que gostaria de ser reconhecido como um estadista e não como um maratonista, que tem que correr às vezes sozinho para alcançar índices superiores aos seus concorrentes nas pistas. Contudo, o tempo lhe aplicou uma peça e Amazonino Mendes governador tem que se comportar tal como verdadeiro maratonista com toda vitalidade, capacitação e estratégia de vencer ou pelo menos igualar seu próprio índice no curso para continuar nos corações e mentes do povo do Amazonas.

O FAZER AMAZONINO MENDES: Sua forma de governar o povo já conhece. Está alicerçada na parceria público-privada mesmo muito antes de ser institucionalizada pelo Congresso Nacional, minimizando, desta feita, com transparência e responsabilidade o custo Amazonas, multiplicando deste modo o recurso do erário para investir em áreas que julgamos essenciais no governo tais como: saúde, educação, segurança, cultura, ciência, meio ambiente entre outras que somam para a felicidade pública de nossa gente.

AÇÃO CONJUNTA: É uma estratégia de gestão pública que o Amazonino agregou em sua prática de governo centrada na parceria entre os entes públicos – Estado e Município –, particularmente junto à prefeitura de Manaus, potencializando recurso público com propósito de investir em várias frentes de trabalho, não só em atenção à infraestrutura como também em outros campos das políticas públicas multiplicando o recurso público em atenção a nossa população tanto na capital como no interior do estado combatendo o desperdício, o trabalho paralelo e o retrabalho.

PRAGMATISMO: O governo de Amazonino Mendes tem uma marca histórica que se qualifica pelas realizações, não interessa as cores ideológicas dos atores em relação, o importante que o projeto seja concluído com transparência e responsabilidade mútua.
CULTURA POLÍTICA: O desafio torna-se maior quando se trata do curtíssimo prazo de governo e o pior ainda é a desordem instalada pelo governo Tampinha, que resolveu trocar as calças e falar grosso para dar pinta de que era governador de verdade. Matéria vencida, não se governa olhando pelo retrovisor o mais importante é ampliar as relações juntos aos Poderes Constitucionais, bem como intensificar o diálogo com o poder privado local, nacional e internacional visando à captação de recurso promotor de novos investimentos gerador de trabalho, emprego e renda.

GESTÃO DE PESSOAS: Sem dúvida alguma este governo Tampão do governador Amazonino Mendes requer confiança, capacidade, habilidade e determinação dos seus agentes diretos com perfis, não só de um tocador de obra, mas, sobretudo, como um timoneiro capaz de ler o tempo e em curtíssimo prazo redirecionar o barco para bem longe da procela. Assim sendo, não basta somente ser amigo do rei é necessário que conheça e saiba a arte da guerra dominando o território e os campos de lutas sabedor de quando deve avançar ou se necessário recuar sem perder o foco do processo de gestão e a unidade de combate caraterizada pelo todo e não e pela parte. Nesta circunstancia, o gestor é também uma liderança que impõe respeito junto aos seus servidores não só pela força da espada, mas, pelo convencimento pessoal de que o seu trabalho e ofício faz parte de uma rede estruturante que deságua no que o governador Amazonino Mendes chamou de arrumar a casa.

(*) É professor e antropólogo da Universidade Federal do Amazonas.