sábado, 13 de junho de 2020


O AMOR EM CHAMAS



Uma das mais belas obras do texto sagrado, os Cânticos dos Cânticos exalta o amor em chamas nos corpos dos amados. Segundo as notas introdutórias da Bíblia de Jerusalém, das edições Paulinas, o livro sapiencial define-se por uma “série de poemas o amor mútuo de um Amado e de uma Amada, que se unem e se perdem, se buscam e se encontram”. A interpretação e compreensão dos oito poemas dos Cânticos recorrem às alegorias e demais formas de linguagem objeto de estudo da hermenêutica hebraica, cristã e literária.

O texto tem sido analisado por exegetas seguidos de múltiplas leituras teológicas. Mas, na tradição literária, o poético é mais relevante que o teológico movido pelo calor melódico dos corpos que se encontram embriagados de prazer do vinho delicioso de tua boca “que se derrama na minha/molhando-me lábios e dentes”. 

Arrebata-me canta o poeta e “beija-me com beijos de tua boca/ teus amores são melhores do que o vinho”. Nessa fricção dos corpos faiscantes “meu amado põe a mão/ pela fenda da porta:/ as entranhas me estremecem”.

Beleza, formosura e gosto são verdades da ciência do amor provado no campo ou no leito dos prazeres  regido pela química das relações mútuas seladas pelo consentimento do encontro prospectivo do encantamento das forças amorosas seduzido pela grandeza das tuas formas porque “és toda bela, minha amada”, exclama o cantante a declarar ainda que “teus peitos são dois filhotes/ filhos gêmeos de gazela/ pastando entre açucenas”.

terça-feira, 9 de junho de 2020



A INTEMPESTIVIDADE DA JUVENTUDE
TODOS PELA DEMOCRACIA


                                                                                
Pelo grande mundo, a juventude volta às ruas para protestar contra a estupidez, a truculência, a violência dos aparelhos de Estado que mutilam e podam vidas em nome de uma ordem capital assentada na discriminação, no preconceito, no racismo e na intolerância, que afronta a cultura e normas do processo civilizatório.

No Brasil além dos protestos em pauta em favor dos Direitos Humanos e das liberdades civis, a juventude iracunda, como bem diria o professor Darcy Ribeiro, volta às ruas com determinação e coragem gritando “Fora Bolsonaro”, em “Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS)”, pela “Qualidade da Educação Pública”, “trabalho, emprego e pão”, por “Vidas que importam” contra a desigualdade e toda forma de exclusão social.


Em seu manifesto político, no Príncipe, Maquiavel exaltava a intempestividade da juventude como poder de sedução, indutor do processo revolucionário, capaz de abater a própria deusa Fortuna sabedora de que os jovens são mais afoitos e aptos às paixões. Assim sendo, comportam-se como agentes de vanguarda redirecionando seus desejos e práticas para o fortalecimento de causas comuns mediadas pela política enquanto relação de poder centrada na Democracia, como forma de governo, contrários ao arbítrio, o autoritarismo, bem como, o mandonismo e o dirigismo dos líderes fascistas e do poder ditatoriais. Portanto, nesta circunstância e conjuntura somos todos pela Democracia.       
   

domingo, 7 de junho de 2020

A SAGA DOS POVOS INDÍGENAS NA AMAZÔNIA

A farsa da história se repete a partir do avanço da indústria da morte representada pelas ondas de garimpeiros e grileiros em terras indígenas provocando dor e morte nestas comunidades.



Os poderosos, suas corporações empresariais, em conluio com determinados mandatários da ribeira, do planalto, da Casa Branca e dos confins da terra insistem de todo modo se apropriar do mundo como se fosse uma extensão dos seus negócios, da sua vontade ou dos seus governos.

Esta síndrome patológica avança pela direita como força predadora capaz de arrebatar para si a riqueza do mundo recorrendo à exploração do homem pelo trabalho e a redução da natureza aos seus interesses cumulativos, expropriando trabalho e riqueza com dor e morte dos recursos ambientais e dos povos que nela habitam.

Tem sido a saga dos povos indígenas no novo continente, particularmente na Amazônia, sobretudo, a partir da década de 70 com a consolidação do regime ditatorial no Brasil, intervindo na ocupação da Amazônia com patrocínio do capital internacional (FMI, Banco Mundial, entre outras agências) sendo na verdade, o principal beneficiado dos megaprojetos aqui construídos, a começar pela obra devastadora e genocida da transamazônica.

No presente, a farsa da história se repete a partir do avanço da indústria da morte representada pelas ondas de garimpeiros em terras indígenas e dos parques nacional provocando dor e morte no seio das comunidades destes povos tradicionais, não bastasse toda esta dor e dano, políticos e agentes públicos incentivam invasões e queimadas em nome da expansão do agronegócio em áreas florestais na Amazônia. Na Mata Atlântica, o crime perpetrado resulta da expansão da grilagem e especulação imobiliária.

Com esta determinação o governo Bolsonaro vem aparelhando o Estado Nacional para operar nesta direção agindo como rolo compressor contra tudo e todos que atravessar a sua frente. Com as patas no pescoço, a Nação brasileira busca se safar deste golpe, unindo forças junto como Poderes Constitucionais e demais instituições republicanas com objetivo de construir uma unidade nacional fincada na defesa da Democracia enquanto guardiã das liberdades constitucionais e do imperativo do Direito promotor da Justiça contra a propriedade absoluta e a favor do cumprimento constitucional da função social da propriedade como um dos pilares republicanos e do próprio Estado de Direito.    

segunda-feira, 1 de junho de 2020


 ELEIÇÕES 2020 E O E ELEITOR 

CONSCIENTE






Ademir Ramos (*)


Pauto de forma recorrente as eleições municipais porque julgo de suma importância para o desenvolvimento local. No Amazonas, assim como na maioria dos Estados e nos Municípios quase sempre não tem uma estrutura econômica autônoma que permita gerar trabalho, emprego e renda. Em não havendo estes meios necessários para suprir a necessidade de nossa gente tanto na capital como nos demais municípios do nosso Amazonas, os cidad@os dependem e muito dos orçamentos das Prefeituras para que tenha acesso às políticas públicas em atenção à saúde, cultura, educação, transporte, moradia, infraestrutura, entre outras demandas populares que se faz necessária para o bem-estar da nossa população. Mais grave ainda é quando o poder Estadual e Municipal encontra-se em polos extremos.

É fato que os municípios na estrutura federativa são tratados como pano de chão da República. Vivem, em particular, da migalha dos banquetes palacianos da União, bem como dos Governos Estaduais. Situação esta inaceitável a exigir mudança imediatamente no formato de um novo Pacto Federativo promotor da justiça social e da sustentabilidade desta gente brava que trabalho, vive, produz, sonha e mora nos municípios  pátria verdadeira dos brasileiros.

Neste quadro de injustiça social marcado quase sempre pelo dirigismo político é que as candidaturas dos vereadores são definidas às vezes sob o mando dos prefeitos e/ou das candidaturas majoritárias, somando as influências dos governos estaduais surfando nas ondas da pandemia  política querem porque querem dominar e controlar o Estado como um todo para implantar o dirigismo político em favor de uma facção política aliançada ou não com o poder de determinada corporação privada em detrimento da qualidade das políticas públicas, acelerando mais ainda a perversa desigualdade com grave exclusão social.

Toda esta trama eleitoral é feita à revelia das organizações e movimentos sociais amparadas por regramento legal e palavrório jurídico que intimida muito mais do que esclarece a população.  No entanto, como senhor do voto e mandatário do poder, o povo organizado em suas comunidades se assim for é capaz de ditar a regra do jogo botando pra correr os aventureiros, oportunistas e salteadores da economia popular por razões socialmente justa, solidária e politicamente correta mandando pastar esta gente que pouco caso faz pela saúde, educação, moradia entre outras demandas populares.              

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Projeto Jaraqui e do NCPAM do Dpto. de Ciências Sociais da UFAM.


      

AJUDE-NOS A SOCORRER OS “AMIGOS (AS) DA PRAÇA” DO PROJETO JARAQUI






O pouco que ofertares ajudará e muito na recuperação da saúde dos “Amigos (as) da Praça”, aqui representado pelo Zezinho, presidente do Centro Associativo Amigos da Praça (CAP). Sua contribuição pode ser depositada na conta do CAP ou por meio de doação de cesta básica é só ligar. 

Saiba que sua atitude pode salvar vidas. Nós do Projeto Jaraqui abraçamos esta causa porque acreditamos na  solidariedade dos amigos (as) como instrumento capaz de resgatar vida e mobilizar novas foças na perspectiva das mudanças sociais. 









sexta-feira, 29 de maio de 2020

SAÚDE, VIDA E TRABALHO



Ademir Ramos (*)


Temos andado vagante como se tivéssemos perdido o chão e fosse parar no fundo de um poço levados pelo medo e pelas forças operantes das indeterminações do acaso que surpreende a todos provocando dor e lágrimas no peito daqueles que amam.


Perdas irreparáveis e vidas ceifadas com famílias mutiladas gerando mutismo e a macabra solidão latejante causando tormenta no campo existencial. O doído e sofrido desse quadro é a negação de si pelo triunfo do medo marcado pela letalidade do novo Coronavírus.


O VALOR DA CIÊNCIA: Dor e lágrima tem sido o mantra dessa pandemia. Mas, os males que operam contra a humanidade e seu meio ambiente afrontam à vida na totalidade recorrendo às plataformas de ciência das universidades e dos institutos de pesquisa focadas na prospecção das análises clínicas e no desenvolvimento da pesquisa básica centradas no combate à Convid-19 com avanço no tratamento desta pandemia em direção à vacina de forma em definitiva.

Nesta trajetória finalística o sumo bem é a defesa da vida. Por essa razão todo esforço objetivo da política e de seus agentes, bem como toda ação particular subjetiva deve necessariamente recorrer à seguridade da saúde, vida e trabalho. Especificamente, qualquer programa, atitude e ação de governo nesta circunstância devem contribuir diretamente para estes objetivos e fins, em proteção à vida no campo existencial assentada na nova economia política.


NOVA ORDEM ECONÔMICA: Contrária à ciência e a vida governos, agentes públicos e as corporações empresariais identificam-se muito mais com a morte, o genocídio dos povos, do que com a ciência e a vida, afrontando, dessa feita, a nova ordem econômica regida pela unidade estruturante da saúde, vida e trabalho.

Romper esta unidade sustentável em nome do lucro fácil, do capital cumulativo e de determinado projeto de poder é desconsiderar a realidade objetiva da nova economia local e mundial igualando-se a barbárie do processo de acumulação primitiva do capital marcado pelo saque, expropriação e genocídio dos povos. É muito mais retrocesso do que avanço no processo civilizatório.
           

(*) É professor, antropólogo e coordenador do Núcleo de Cultura Política do Amazonas do Dpto. de Ciências Sociais da Ufam. E-mail: ademiramos@hotmail.com

quinta-feira, 28 de maio de 2020

NESSA REDE DE SOLIDARIEDADE SUA PARTICIPAÇÃO PODE SALVAR VIDA, COLABORE COM OS “AMIGOS DA PRAÇA”




O Zezinho “na boca da noite” me liga falando dos amigos (as) da Praça que tombaram. Saiba que o mais grave ainda são aqueles que estão em casa na luta pela vida sem alimentação e remédio, adverte o nosso decano da Praça Heliodoro Balbi, plataforma do Projeto Jaraqui.


Na oportunidade, o nosso presidente apela ao Projeto Jaraqui para que façamos alguma coisa e eu de imediato estou compartilhando com os amigos e amigas da nossa comunidade em rede para o pouco que se tem possamos comungar com estes necessitados e juntos quem sabe combater a peste do novo Coronavírus.


Agradecemos a todos (as) que já doaram. Mas, precisa-se mais ainda para alcançar no mínimo 50 famílias. O decano Zezinho (José Rocha), presidente do Centro Associativo Amigos da Praça – CNPJ: 10795.081/0001-17 – disponibiliza a conta corrente 59557- 8 AG. BRADESCO 3711-7 para captação de recurso, mas se alguém quiser doar cesta básica a gente também agradece é só ligar.

Zezinho (99423-1260)
Ademir Ramos (99984-12